Brogue do Cassano
 

28 janeiro, 2008  

Pioneiros da internet brasileira - minha lista

O jornal O Globo de hoje traz uma reportagem sobre o projeto que pretende constrir a árvore genealógica da internet. O "Quem é quem no mundo da internet" (http://www.wiwiw.org) é um projeto internacional que envolve organizações por todo planeta, inclusive no Brasil.

Sabendo que toda lista é inevitavelmente injusta, por sempre deixar alguém de fora, segue minha sugestão (aprovada pelo Comitê o CIBT) para os 5 pioneiros mais importantes da Internet Brasileira, com os quais ou tive contato direto ou acompanhei de perto sua contribuição.

1. Carlos Afonso - seu trabalho à frente do Alternex fez com que sua organização se tornasse sinônimo de internet nos idos de 96.

2. Gustavo Viberti - a página pessoal www.iis.com.br/~gviberti já foi o endereço mais quente da rede. O que tinha nele? Um despretencioso guia de páginas chamado "Cadê?", criação de Gustavo Viberti. Junto com o sócio Fábio Oliveira eles comandaram a primeira grande negociação da bolha brasileira, a venda do Cadê?.

3. Odécio Grégio - ele era diretor de produtos de informática do Bradesco quando criou, em 1999, um furacão sem precedentes ao lançar o que seria a primeira oferta de internet gratuita, atropelando os ainda embrionários iG e BrFree.

4. Sérgio Charlab
- criou o primeiro jornal brasileiro na internet, o JB Online, e ainda instituiu o conceito de popularidade de sites ".br".

5. Fernando Vilela (in memorian) - Fervil, que nos deixou prematuramente, criou a primeira revista brasileira sobre o ciberespaço. Tive a honra de comandar a edição da "internet.br" por vários anos e saber, com orgulho, que pude contribuir para criar a cultura da rede por aqui e para ensinar muitos brasileiros a fazer sua própria home-page. Tudo coisa da caixola do Fervil.

E você? Qual sua lista de benfeitores da internet.br?

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24 janeiro, 2008  

Apocalipse carioca

Um dia os tatuís emergirão das areias em ato de vingança, pisoteando toda a cidade.

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10 janeiro, 2008  

Raios, raios, raios triplos!!!

Sempre que vejo uma anteninha Wi-Fi me lembro de uma assustadora teoria defendida pelo amigo André Santoro, hoje radicado em São Paulo, terra da primeira torre de transmissão de TV Digital do Brasil. Ele, desde o fim da década de 90, pelo menos, carrega uma grande preocupação: será possível que todas essas ondas eletromagnéticas que percorrem nossos corpos dia e noite não façam mal algum?
A discussão é antiga, mas a coisa realmente fica estranha quando a gente pára e faz as contas. Se você, radiológico leitor, vive em algum centro urbano, muito provavelmente seu corpo está sendo atravessado neste exato momento por:
- Emissoras de rádio AM
- Emissoras de rádio FM
- Ondas curtas e médias (incluindo walkie talkies)
- TV VHS
- TV UHF
- TV Digital (em SP, numa modulação chamada Muliplexação por Divisão de Freqüência Ortogonal)
- Sinal de celular da Claro, TIM, Vivo e Oi (no Rio)
- Sinal de rádio/celular da Nextel
- Sinal da TVA
- Sinal da Sky
- Internet por rádio
- Sinal de GPS
- Interferências eletromagnéticas provocadas por eletrodomésticos
- Bluetooth
- Wi-Fi (de tantas redes quando houver onde você está)
- Radiação solar e outras naturais.

É muita onda... será mesmo que “não há evidências conclusivas que associem essa tralha toda a problemas em humanos”, como diria Nick Naylor?

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05 janeiro, 2008  

Mario Bros recriado como fase de Doom

Essa eu peguei no Boing Boing, que pegou no TechEBlog. A falta de originalidade ainda destruirá a humanidade.

Resumindo: um maluco recriou a primeira fase de Mario Bros com o engine de Doom. Muito legal.


Mario Bros Doom

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04 janeiro, 2008  

Como tirar proveito da internet gratuita em Copacabana?

Esta semana a Princesinha do Mar ganhou acesso sem fio à internet, graças à uma rede wi-fi instalada pelo governo do estado, que pretende cobrir todo o Rio e a Baixada Fluminense com internet sem fio gratuita.

Utilizar a internet do meio da praia deve ser uma experiência tanto incrível como curta. Digo curta, porque uma dessas duas coisas acontecerá inevitavelmente logo após você ligar todo garboso seu Macbook à internet copabanesca:

1 – Você perderá seu Macbook depois que entrar areia por todas aquelas portas de conexões super-fashion dos Macs...
ou
2 – Você perderá seu Macbook depois que um arrastão, um motoboy, uma gangue de bicicleta ou um trombadinha entrar com tudo em cima de você atraído pelas portas de conexões super-fashion dos Macs...

Enquanto isso não, acontece, o Cassano Institute of Bizarre Technologies (CIBT) traz propostas de utilização da rede wi-fi, elaboradas em nossos laboratórios em Vladivostok:

1 – Seguindo o exemplo da camiseta com detector de Wi-Fi, arrase com um sungão que pisca quando pega um sinal forte sudoeste. Ou a versão fio dental que brilha no escuro, digo, na nuvem Wi-Fi.

2 – Você que é dono de quiosques pode arrasar com os guarda-sóis conectados. Uma pequena tela presa à lona traz a previsão do tempo, permite pedir aquela cervejinha e ainda tem telefones úteis para turistas, como o do Plataforma, da Help e da Delegacia de Atendimento ao Turista.

3 – Você já entrou nos sites mais irados, pegou a condição das ondas, caiu no posto 9 só para descobrir que ali estava flat? E o swell tava mesmo no posto 1? Isso é passado. Agora você pode acompanhar os sites mais hang loose da internet direto de seu pranchão. Isso é que é surfar na rede!

4 – Encontrou um tatuí? Mais do que imediatamente anote as coordenadas da descoberta e suba para o Google Earth. Logo-logo teremos a primeira Tatuipedia, com a localização geográfica de todos os tatuís remanescentes de copacabana. Aparelho GPS e pá de plastico não inclusos.

5 – Por fim, você pode passar a praia inteira adicionando seus novos amigos do Cantagalo, Pavão-Pavãozinho e da Ladeira dos Tabajaras no Orkut.

P.S. Brincadeiras à parte, acredito que levar wi-fi à praia é bom como marketing da cidade. Mas os efeitos disso podem ser fantásticos se for feito um trabalho sério de levar redes wireless para favelas e comunidades carentes. O caro, hoje, é a internet, não o computador. E a rede sem fio não pode ser controlada pelo tráfico, nem por milícia. Não depende do pobre homem da Net tomar coragem para subir o Morro. Pode ser uma fantástica forma de inclusão social dessas pessoas. Torço sinceramente para que tudo não passe de papo de político.

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02 janeiro, 2008  

Troféu CIBT 2007

O Cassano Institute of Bizarre Technologies (CIBT) tem a honra de apresentar os vencedores do Troféu CIBT 2007!

Troféu Luciana Gimenez: Muita cara e pouco conteúdo
iPhone

Ele é lindo, você delira ao passar os dedos, ele faz o que você manda. Mas tem câmera esquisita, não faz um monte de coisa e nem 3G é.

Troféu “Você está feliz em me ver ou isso é um smartphone no bolso da calça?”: surpresas em smartphones
Software
Google Maps Mobile

Ele já era incrível. Com a localização geográfica mesmo sem GPS, ficou imbatível.


Hardware
Nokia N95
Ele faz tudo. E bem feito. Só falta mesmo abandonar o tijolo-style da Nokia e um player de música decente, como o de um principais candidatos para 2008, o Sony Ericsson W960.

Troféu “Caraca! Muito maneiro!”: a melhor experiência proporcionada por uma marca
Red Bull Air Race
Enseada de botafogo. Um dia agradável. E uma dúzia de aviões ziguezagueando entre cones infláveis.

Troféu “Põe (pra tocar) de novo?”: álbum do ano
In Rainbows - Radiohead
Se fosse um álbum gravado numa segunda à tarde com o Tom Yorke sofrendo um piriri, já era barbada como álbum do ano. Ainda por cima teve a estratégia inovadora de lançamento.

Troféu Dá saudade da MTV: videoclipe do ano
The Pretender – Foo Fighters
Uma galpão. Uma banda enfurecida. Uma tropa de choque enfurecida. Sensacional.

Troféu “Viu no cinema ou no DVD?”: filme pirata do ano
Tropa de Elite
Barbada total.

Troféu “Esse time só me dá alegria”: destaque esportivo
Fluminense
Campeão da Copa do Brasil e classificado duas vezes para as Libertadores.

Troféu palavras-palavras-palavras: os termos do ano
Categoria moneytalks:
resiliência
Categoria tecnologia: acelerômetro
Categoria Panda feliz: carbono-neutro
Categoria all-star-champion: peteleco (uma das palavras mais bacanas de nosso idioma)

Troféu iutúbi
Battle at Kruger
Leão tenta comer baby-búfalo. Família do búfalo se emputece. Leão se ferra.


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