Eu moro mal. E, por morar mal, costumo passar com freqüência pela Avenida Brasil e pelas pilastras repletas de escritos do Profeta Gentileza, do qual sempre fui admirador.
Para quem também se interessa pela vida e obra deste brasileiro, fica a dica para esses últimos dias de Bienal do Livro, no Rio de Janeiro: passar no estande da Eduff (Editora da UFF) e comprar "Brasil: Tempo de Gentileza", livro de Leonardo Guelman publicado em 2000 e meio complicado de encontrar.
O livro custa R$ 60 e o CD-ROM com documentário custa R$ 25. Se você seqüestrar algum professor (crachá verde) passando pelas redondezas e disser que o livro na verdade é dele, você ganha 10% de desconto.
Não vai à Bienal? Tem erro não. Veja mais alguns sites para seu dia ter mais amorrrr:
Sempre preocupado em melhorar o mundo, o Cassano Institute of Bizarre Technologies (CIBT) resolveu propor uma nova forma de se pedir um táxi.
Veja como é o processo atual:
Você liga para o número. Um andróide atende do outro lado: – Robocoop, boa noite. – Oi. Eu queria pedir um táxi para às 10h30. – Não entendi, senhor. O senhor deseja pedir um táxi? – Não. Na verdade eu me sinto muito só. Queria falar com alguém. Mas pra não perder a viagem eu vou querer agendar um táxi para as 10h30. – Qual seu telefone de cadastro, por favor? – 8888-8888. – É o Sr. Roberto? – Isso. – E o senhor está na Rua Y? – Não. No Santos Dumont. – No aeroporto? – Não. Na casa de Santos Dumont, em Petrópolis. Mas pode me encontrar no aeroporto mesmo, às 10h30. – Para onde vai? – Para o lugar Y. – De imediato? – Não, às 10h30. (Não adianta querer adiantar as informações, pois o andróide só grava uma informação por vez.) – O que o senhor está vestindo? – Terno preto. – O senhor pode esperar no Relógio? – Sim, posso.
Então o andróide repete tudo o que você disse para se certificar se está tudo certo. Depois que você desliga, ele fica implorando pelo rádio até que um taxista minta dizendo que está perto do Santos Dumont (quando na verdade ele está em Madureira) e finja anotar as coordenadas passadas pelo andróide da central.
Uns 10 minutos após o horário marcado, geralmente chega o taxista. – Senhor Roberto? Não era pro senhor estar de terno verde?
O novo formato:
Não seria muito mais fácil se a gente assumisse sem culpa que esse sistema pode ser bem mais mecânico? Algo como:
– Robocoop, boa noite. Por favor, diga seu telefone de cadastro: – 888-8888 (o sistema poderia filtrar quais taxistas já atenderam a este cliente e que, provavelmente, já conhecem o caminho que ele fará) – Onde o sr. se encontra, Sr. Roberto? (se eu não for o senhor Roberto, é hora de dizer e repetir o telefone de cadastro). – No Santos Dumont. (o sistema tem um “favoritos” e perceberá que o Santos Dumont mais requisitado é, por acaso, o aeroporto. Então ele filtra quais as viaturas próximas ao endereço solicitado (pelo GPS), destacando se alguma já atendeu ao mesmo cliente.) – O senhor vai para sua residência, no endereço Y? – Isso mesmo! Que legal! – É para agora ou quer agendar? – Quero agendar para as 10h30. (o sistema já exclui aqueles taxistas com corridas programadas para o horário marcado) – O senhor está vestindo o quê? – Terno preto. – Perfeito. O sr. se importaria de aguardar no relógio? – Não, tranqüilo.
E pronto! Como ele sempre te faz uma pergunta, você não precisa adivinhar a hora exata de passar as informações. No lado de lá, após o pedido, o sistema envia um alerta de rádio para o taxista (localizado por GPS) e os dados do cliente seguem por SMS, para não se ter erro. Da mesma forma, um cliente cadastrado pode pedir seu táxi por SMS (excelente para você não ter que explicar como se chega em Curicica ainda a bordo do avião).
Obra em casa e visita aos pais são ocasiões perfeitas para revivals. Aqui compartilho dois com vocês.
O Pequeno Químico, representado aqui pela caixa bem conservada, foi uma espécie de iniciação científica. Adorava misturar os elementos e ver as reações acontecendo. Ou colecionar mosquitos dentro dos tubos de ensaio para posterior análise em um pequeno microscópio que ainda existe em algum lugar.
O outro revival foi me deparar com meu primeiro iate. O Dolphin II é uma lancha equipada com potente motor a pilha e capacidade para uns 10 playmobils playboys. O único problema é que dita embarcação não possui quilha (aquela barbatana que fica embaixo dos barcos) e emborcou em sua viagem inaugural entre as margens leste e oeste de uma piscina. Pior: as dezenas de bandeirolas que adornavam o deck não eram à prova d'água. Um terrível erro de projeto.
Mais de 20 anos depois, já sem as bandeirolas, a lancha pôde voltar ao mar. Como se pode notar pelo enjoado passageiro de verde, a estabilidade do barco de bandeira britânica ainda não é das melhores.