Hoje é dia de cada blogueiro indicar outros cinco blogs para gerar uma inflação blogária e deixar todos os blogueiros podres de ricos com seus blogs. Logo, apresento aqui minhas cinco sugestões de blogs (eu já falei em blogs hoje?).
Então vamos às compras, digo, às dicas:
- Fotos da Sandy Pelada (http://rockdeindio.com/fsp/) Além de ter o melhor nome de blog do últimos tempos, é de um humor ácido, preciso e certeiro. Imperdível (aviso antes que seja tarde: o site não tem nenhuma foto da Sandy).
- Trizle (http://www.trizle.com/) A gente também precisa trabalhar, né? O Trizle beira a auto-ajuda corporativa, mas é tão bem escrito que você nem nota.
- Lista 10 (http://lista10.blogspot.com) Simples como o nome indica, é uma relação aleatória de TOP 10s sobre qualquer coisa. Tão bacana que tem até um texto aqui do Brogue... :-)
Exatamente por ser uma informação totalmente desinteressante, poucos sabem que um de meus passatempos prediletos é a astronomia amadora. E menos pessoas ainda sabem que as cartas celestes (um mapa das estrelas no céu) são uma ferramenta indispensável para a prática.
Do Anuário do astrônomo Rogério Mourão a programas como o francês Cartes do Ciel (excelente!) ou o widget do Starry Night, há boas opções para quem quer transformar o computador num observatório.
Mas agora surge uma que promete ser, se não a mais científicamente completa, a mais divertida de todas: a versão celeste do Google Earth, o Sky. Ainda não baixei, mas já compartilho link para matéria do Boing Boing sobre a novidade: http://www.boingboing.net/2007/08/21/googles_new_astronom.html.
O guru Nicholas Negroponte, professor do MIT, previu há mais de uma década que haveria uma troca de papéis nas telecomunicações. O que tradicionalmente fluía pelo ar, como rádio e televisão, passaria a percorrer cabos (tv a cabo, rádios via internet etc). E o que nasceu como algo preso a fios – telefonia – se tornaria livre. Os celulares estão aí tocando sem parar nas salas de cinema para não nos deixar mentir.
No começo deste ano, outro visionário, o autor de A Cauda Longa e editor da Wired Chris Anderson, criou sua versão desta previsão: “tudo o que nasceu pago ficará gratuito e vice-versa”. Ousado? Com certeza. Mas vejamos: a TV, além de livre, era gratuita. Agora é a cabo e paga. Os canais de rádio via satélite são pagos. Idem para as rádios online como o Pandora ou o Sonora, do Terra. Nunca se comprou tanta água engarrafada. E até o ar tem preço. O que são os créditos de carbono se não taxas que se paga para gastar/estragar o ar?
Produtos – de modems de banda larga a filtros e geladeirinhas – se transformam em serviços, por meio das soluções de comodato e aluguel. E os bens digitalizados imploram para ganhar o mundo, povoar a matrix, se espalhar como gremlins.
Tudo que se digitalizou – de livros e músicas a nossas próprias identidades e privacidade – perdeu o conceito de propriedade junto com os átomos que os compunham. Música já não se compra. Ou você aluga ou simplesmente copia. Junto com o Orkut, a pirataria foi um dos grandes vetores da inclusão digital no Brasil. Procure nos mercados populares por CDs piratas. Eles perdem cada vez mais espaço para os DVDs. Isso porque até o CD “genérico” de R$ 3 é caro perto de um clique no eMule. A pirataria é tão feia e errada como real e inevitável. Ignorar isso é fingir que aquele iceberg jamais afundaria um transatlântico como o nosso.
E tem mais. Digitalizado, o conteúdo pede não só para ganhar o mundo, mas para evoluir. Mudar, mitoses, meioses, osmoses, fagocitoses de idéias, imagens, sons... bricolagem frenética e digital. Criação coletiva, colaborativa. Máquina fazendo arte. Gente e máquina fazendo máquina. Um “eu” que vira “nós”. Um “nós” que vira “eu”. De quem é o conteúdo? Patente do quê? Quem se ousa se clamar “dono” da idéia? De quem é a foto do Corcovado? Se eu fotografo um quadro que é refeito em calda de chocolate por Vik Muniz e depois ganha versões nas mãos de anônimos e um camelô imprime e vende em Guadalajara, quem merece receber os direitos autorais?
Copyright é algo tão na moda quanto mullets e polainas. E não porque está errado. Simplesmente o mundo mudou. Não que ele precise ser abolido. Ele simplesmente não se aplica mais às regras do jogo.
Falando de negócios, estamos dizendo que o grande desafio dos proprietários de conteúdo é torná-los rentáveis de uma maneira sintonizada com o momento do mundo. E não como uma Durval Discos anacrônica.
Mas ainda é cedo para os produtores de átomos rirem de nós, seres digitais. Se ainda não existe a cópia em massa de átomos, tudo que é material virou commodity. Já não há diferença de fato entre tipos de arroz, tipos de carros, tipos de laptops. E as marcas, que assumiram a responsabilidade de diferenciar os produtos, estas sofrem com pirataria, clones, mudanças de humor do mercado.
O futuro, apostam os especialistas, está na customização em massa. Ou seja, produzir em larga escala produtos que rivalizam com os artesanais na capacidade de ser a cara do consumidor. Só que quando todos os produtos tiverem a minha cara, todos serão iguais (a mim). Um Apple e um Sony seriam a mesma coisa. Talvez com uma diferença de aura, de estilo, benefício acessível a um punhado de sortudas e bem-trabalhadas marcas.
Se uma ponte ou uma geladeira já não vale o que valia e se tudo que é digital se copia, onde está o valor? Eu aposto no artesanal. Não por ser tosco, barato. Nem por ser uma oportunidade de dar uma “esmola” a quem se esforça com calos nas mãos. O artesanal se destaca porque possui algo que nenhum MP3 baixado pelo Torrent nem nenhuma Louis Vuitton de camelô pode oferecer: uma história autêntica. É mais que o produto, é a história que ele percorreu até chegar a suas mãos. Veja o valor que você dá a estúpidos souvenires de viagem. Quanto vale aquele chaveirinho vagabundo que você comprou na Tailândia? Para você, uma fortuna.
Você não pode copiar uma história autêntica. Você não pode se apropriar da história de outro produto. Você pode até copiar a marca, mas o valor da marca não leva junto o valor da experiência de fazer parte da vida daquilo que se tem em mãos. Quanto você pagaria por uma cópia de um autógrafo?
Não se pirateia um repente. Uma bolsa de palha do Jalapão. Uma serenata sob a janela ou um pocket show do U2 na Quinta da Boa Vista. Não se pirateia ou patenteia experiência. Mil corridas de avião em plena enseada de Botafogo não mimetizariam um Red Bull Air Race. Você pode até forjar uma história, como fez brilhantemente o sorvete Haagen-Dazs, mas ela é sua, só sua. A experiência é o DNA do produto. Deixem o conteúdo correr. Deixem que se crie, que se recrie. Ninguém vai roubar aquilo que realmente tem valor para você: sua alma. Se você tiver uma, é claro.
Por outro lado, soube que a islandesa anda exibindo o incrível Reactable (veja o vídeo) em sua turnê. E isso é beeem legal.
E no último sábado a vi cantando com uma banda que tinha um Macbook e um coro de 10 islandeses no Saturday Night Live. Totalmente geek também, o que chamou minha atenção.
Então, na segunda-feira, caiu em minhas mãos um belíssimo exemplar da versão brasileira da Rolling Stone. Matéria vai matéria vem, surge uma entrevista com Bjork.
Duas vezes em três dias é demais para ser coincidência. Então resolvi arriscar me pus a ouvir “Volta”, novo trabalho da esquimó.
O disco, assim como a Bjork, é muito esquisito.
Mas, assim como a Bjork, é esquisito mas é legal.
Discos com músicas que começam com apitos de navio não podem ser de todo ruins.
Taí a dica. “Volta”, da Bjork. Disponível nas melhores lojas ou vocês sabem aonde.
Se um dia eu entender o disco eu explico pra vocês.
Não chovia, nem trovejava ou relampeava - essas coisas que nuvens fazem.
Apenas nuveava, suave e delicada, se esgueirando por entre árvores, o cachorro do vigia e os esqueletos de prédios que alguém que nunca teve a cabeça nas nuvens vendeu mas não terminou de construir.
Do outro lado da janela, a nuvem nuveava.
E era estranho olhar para baixo e ver aquela cena que guardamos para o alto. Olhei para o alto e busquei gatos, grama, coisa de baixo. Nada. Apenas outras nuvens, que nuveavam no alto como minha nuvem nuveava no baixo.
Então surgiu o sol. E a nuvem se deu adeus. Dissipou-se sobre o cachorro, as árvores e os prédios sem gente e sem alma.
E assim terminou a história da nuvem que cansou do alto e veio nuvear aqui em baixo, do outro lado da janela.
Muito bacana este vídeo que acabam de subir para o YouTube. Mesmo não sendo um gamer inveterado, reconheci diversos jogos clássicos, até o meu favorito do NES: Ninja Gaiden. Confiram!
Essa deu ontem na INFO Online... e se a gente for às ruas pedindo o fechamento de Elton John? Me espanta não a crítica em si, mas o egocentrismo do músico. Tudo: blogs, Google, You Tube, comunidades, e-commerce, serviços etc só servem para prejudicar o processo de criação musical. Afinal, o que mais se faz na vida?
Elton John defende o fim da internet
O cantor inglês Elton John pediu o fechamento da internet, pois acredita que a rede está acabando com a indústria musical, segundo informações da agência Ansa.
Para o músico, a internet fez as pessoas deixarem de se comunicar, atrapalhando o processo de criação. "Os artistas se sentam em suas casas e fazem seus próprios discos, que às vezes são bons, mas não têm uma visão artística a longo prazo", afirmou.
Elton John espera que o próximo movimento musical acabe com a rede mundial de computadores. "Saíamos às ruas, marchemos e façamos protestos, em vez de nos sentarmos em casa e entrarmos em blogs", disse.
O cantor admite ser tecnófobo e diz se sentir atrás dos tempos modernos. "Não tenho celular, nem iPod ou nada parecido. Quando tenho que compor música, simplesmente me sento em frente ao piano."
O último disco do músico, "The Captain & The Kid", vendeu apenas 100 mil cópias. O músico culpa os downloads pela vendagem modesta. (As informações são da Info Online)
De todas as (belíssimas) instalações do bem-sucedido Pan do Rio de Janeiro, o Velódromo é a de futuro menos empolgante. Afinal, o ciclismo não é a paixão nacional e há chances de a pista de madeira da Sibéria nem ser homologada para competições internacionais. Portanto, cumpro aqui meu dever cívico propondo novas utilidades para o complexo de R$ 15 milhões:
1 – Um ofurô gigante – Venha escaldar-se neste belíssimo ofurô de madeira siberiana! Excelente para os moradores da Barra que se acham chiques demais para o Piscinão de Ramos. 2 – A maior arena de Beyblade do mundo – Lembra daqueles piões que foram febre alguns anos atrás e que disputavam lutas em arenas de plástico? Podemos entrar para o Guiness com a maior luta de piões do mundo!!!
3 – Uma roleta tamanho-família – Se um dia liberarmos o jogo (oficialmente, digo), que seja em GRANDE estilo. Imagine uma bola gigante girando pela madeira da Sibéria, girando, girando até... preto 17!
4 – O autorama – Se o autódromo foi desconfigurado para receber o complexo esportivo que abriga o Velódromo, que as corridas passem a ser disputadas nele. O Velódromo pode se transformar num circuito Oval para a Fórmula Indy de Autorama, ou talvez o Campeonato Infantil (até 5 anos) de Indy. O vencedor dá banho de Toddynho na equipe e agradece à minha mãe, ao meu pai e a você.
O jornalista Beto Largman, do blog Feira Moderna, promove na próxima segunda-feira, dia 6, no Rio, o “I Encontro BLS – Blogueiros, leitores e simpatizantes”. Apesar do nome para lá de duvidoso, é uma excelente iniciativa e conta com gente boa no programa.
Replico abaixo o e-mail convite do Largman para que ele apresente a programação:
“A idéia é reunir pessoas que, de alguma maneira, estejam ligadas ao assunto. Por isso, foram convidados Alexandre Inagaki (Agência Riot), que falará sobre blogs e marketing viral; Paulo Mussoi (coordenador dos blogs do Globo Online) vai mostrar a visão de uma grande empresa de comunicação sobre os blogs; Carlos Cardoso, que vive exclusivamente do seu blog, um problogger; Fabio Seixas (analista de sistemas, sócio-fundador do Camiseteria.com e diretor de marketing do WeShow.com) vai detalhar como é possível rentabilizar um blog e Alessandro Barbosa Lima (a confirmar), diretor do E.life, explicará como funciona a monitoração do boca-a-boca na web. O objetivo é que o encontro seja um fórum livre de debates e idéias.”
Acredito que a tendência de blogs e blogueiros é, como tudo que dá certo, desaparecer. Não no sentido de deixarem de existir, mas de serem tão comuns a ponto de perderem o nome próprio. Já não faz muito sentido falar em “internautas”, por exemplo. Nem fará sentido sermos “blogueiros” e, muito menos, “simpatizantes”. Seremos apenas humanos. Ou, quem sabe, ciborgues.
A programação do encontro: - Rentabilização de Blogs - Como a mídia tradicional está encarando os blogs - Vivendo de blog: o problogger - O marketing e os blogs, marketing viral e estratégias de guerrilha - Monitoração e análise da comunicação boca-a-boca na web
Quando? Segunda, dia 6, às 19h. Onde? No Armazém Digital – Shopping Rio Design/Leblon (Avenida Ataulfo de Paiva, 270 - Loja 104 - Tel: (21) 2274-5999) Quanto? "Di grátis"