Quem devia ser pago para inovar é o primeiro a cair na armadilha fácil da “tendência inescapável”. É, falo de nós mesmos, profissionais de comunicação. Num dado momento, estar no Second Life era tudo que uma marca poderia querer. Mesmo se não soubesse o que fazer por lá.
Depois, sortear um iPod (ou que tal congelar um iPod? Essa sim uma belíssima idéia). Um tanto depois, criar um site para as pessoas mandarem seus próprios vídeos, ou quem sabe criarem seu próprio comercial do produto XYZ. Se o produto for 2.0, 5.8 ou qualquer coisa que pareça web-2.0-colaborativa-inovadora, melhor ainda.
A bola da vez me parece ser trocar prêmios em dinheiro por experiências. Jantar com a Grazi, tênis com o Meligeni... enfim, um dia com uma estrela. Tudo ótimo, tudo bem pensado, correto. Nada vale mais que uma experiência, eu mesmo já disse isso aqui. Mas custava variar um pouquinho na fórmula, na mecânica, timing, linguagem, sei lá? Custava ao menos mudar a celebridade?
Se nada der certo, bota a Ivete Sangalo para cantar o jingle que resolve.
P.S. Sim, leitores, ando meio ranzinza. Deve ser o stress de fim de ano. Acho que preciso ver mais Bob Esponja. Ou trabalhar menos.Marcadores: internet, trabalho