Brogue do Cassano
 

09 novembro, 2007  

Por um mês menos ordinário (em 2014)

Depois de quase um mês sem atualizações, os leitores do Brogue começaram a se revoltar. Feliz pacotão de surpresas. Primeiro, que o Brogue tem leitores. Segundo, que alguém ainda consegue se revoltar com alguma coisa nesse país anestesiado pela avalanche de descalabros.

Um de nossos leitores mais assíduos inclusive sugeriu pautas. Então, vamos lá tentar juntar todos os temas propostos num texto só:

Não foi a ausência de Pelé, a surpresa fake do Blatter, a comitiva de políticos na Suíça nem as declarações do presidente. O mais ridículo no anúncio do Brasil como sede da Copa de 2014 foram as comemorações falsas. Gente dançando no pelourinho, performances em São Paulo, o camisão aberto no Cristo e no Pão de Açúcar. Aqueles figurantes pagos para fingir estarem felizes contrastavam com a abissal indiferença no mundo real.

Não sou xiita nem adepto do complexo de inferioridade de achar que a gente é incapaz de organizar uma Copa. Dá para fazer, e para fazer bem-feito, é claro. Talvez não seja a prioridade e talvez, se deixarem o César Maia participar, bilhões serão gastos sem nenhum resultado positivo para a sociedade além de um punhado de belos e modernos estádios e outros tantos bilhões desperdiçados ralo abaixo. Mas, no geral, é uma boa oportunidade de fazer as coisas saírem do lugar. Durante o Pan tivemos a fugaz sensação de que as coisas poderiam funcionar, de que o Rio poderia ser um bom lugar, etc etc etc.

Tomemos pelo lado bom: em 2014, durante um mês, vamos achar que o Brasil tem jeito. Por hoje, parece o melhor que podemos esperar. Afinal, há sempre uma luz no fim do túnel (contanto que não seja o Rebouças), e o Brasil ainda pode decolar (desde que não seja de BRA nem de Congonhas).

Por fim, é esperar para ver se, em 2014, alguém ainda vai lançar CD, se poderemos escolher o quanto pagar por cada novo disco e se o Radiohead terá tido razão.

Para fechar (e aguçar a deprê), esse vídeo incrível que mostra a Cidade Maravilhosa no auge da forma, em 1936. Incrível o que nosso povo e nossos governantes conseguiram destruir em pouco mais de 70 anos.

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>> Cassano, você já deve ter ouvido falar (talvez até use) sobre os microblogs, tipo Powncer, Twitter etc. Eu não consigo ver nenhuma utilidade prática neles. Pelo menos para o meu cotidiano. Talvez, quando esses microblogs forem compatíveis com as redes de celular no Brasil, um novo caminho pode surgir, mas mesmo assim isso tudo ainda é muito nebuloso pra mim. O que você acha?
 
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