Brogue do Cassano
 

22 fevereiro, 2007  

O que a Unidos da Tijuca nos ensina?

Podemos assumir, sem medo de errar feio, que seus consumidores entendem tanto de seu produto ou de sua empresa como eu, sujeito meio estranho da cabeça e totalmente doente do pé, entendo os desfiles de carnaval.

Assisto religiosamente aos desfiles da Marquês de Sapucaí, tentando identificar a “conversa entre o tamborim e o surdo de primeira”, ou a inovação na ala das baianas. Suo frio buscando perceber o “Reino Encantado de Ilê-Aloá no Tempo das Garoas Místicas” num carro alegórico tão cheio de plumas, purpurinas e destaques como todos os outros.

Resumindo: não entendo nada de carnaval. Mas isso não me impede de gostar, de curtir, de consumir.

O mesmo acontece fora do período momesco. Quando seu consumidor compra, por exemplo, um barbeador elétrico, ele não precisa entender do revolucionário sistema helicoidal de lâminas. Por quê? Porque ele não compra barbeador, ele compra uma pele que parece bumbum de bebê. Ele compra uma história.

E ninguém compra uma história que não entende. Ninguém passa adiante um causo que não faz o menor sentido. É por isso que, ano após ano, minhas escolas favoritas são aquelas que se permitem entender. Como a Unidos da Tijuca neste ano, com um didático e divertido enredo sobre fotografia. Era fácil, sem legendas ou comentaristas, entender o que simbolizava cada ala. Simples, lindo, empolgante.

A escola não faturou o título, mas ficou entre as seis campeãs. E disse ao que veio, contou uma história.

Tenha isso em mente quando for posicionar ou comunicar seu produto, sua empresa, seu currículo. Mais que as especificações técnicas, que histórias sua marca conta? E elas estão sendo entendidas pelo público? Como sua marca ganha vida no imaginário do consumidor?

Não tente enfeitar o pavão, ou fazer com que as pessoas entendam a importância do “reino encantado de Ilê-Aloá no Tempo das Garoas Místicas”. Isso não importa. Deixe as especificações de lado e foque na experiência do consumidor, nas histórias que ele pode entender, vivenciar e repassar.

Desfile para o público, não para os jurados.

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