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06 maio, 2005
O fim da decoreba (ou vamos todos implantar chips no quengo)
Talvez inspirado pela ferramenta de busca que acabei de adicionar ao Brogue, resolvi contar um velho projeto que pretendo vender ao Google e ficar trilhonário. Todos os nossos problemas seriam instantaneamente resolvidos se implantássemos um Google Brain Chip ™ no cérebro. O invento permitiria fazer consultas ao Google (e à Wikipedia ou mesmo ao Babelfish, tradutor do Altavista) com o simples uso do pensamento. É o fim da decoreba! Imagine que você está na rua, então aparece, do nada, uma daquelas equipes de TV fazendo mais uma reportagem que prova o quanto o povo, nas ruas, é ignorante. Então, o repórter encosta o microfone em sua boca e dispara: – Quais os afluentes do lado direito do Amazonas? Você gasta alguns nanossegundos para se recuperar do susto, mas logo parte para o ataque. Então pensa "Google chip, A-TI-VAR!", e uma janela do Google se abre em sua mente. Você então digita, mentalmente, “afluentes do lado direito do Amazonas”. Alguns cliques mentais depois e você responde, ao vivo, em rede nacional: – Huallaga e Ucayali, no Peru, Javari, Juruá, Purus e Madeira, Tapajós e Xingu! Esses são só os principais. Vocês querem a lista completa? Os desdobramentos da invenção são enormes. Imagine o uso do chip com os tradutores on-line ou conversores de moedas com cotações atualizadas. Imagine investidores com os índices da Bolsa de Valores subindo e descendo dentro de seu hipotálamo! Ou, para os adeptos do sexo virtual, as possibilidades do acesso solitário e mental a sites pornográficos. Não faço idéia se a tecnologia é viável em curto espaço de tempo. Mas fato é que, quando sair o Google Brain Chip ™, quero alguns milhões de dólares da parte que me cabe neste neuro-latifúndio. A mim ou a meu bisneto, se eu já não tiver um cérebro ou um corpo onde implantar chip algum.
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