Brogue do Cassano
 

11 abril, 2005  

Réquiem prematuro

Que palavras teus lábios guardam
E teus olhos traidores exalam
Que réquiem guardas para ti
Que pretendes dizer ao partir?

O que dizer na hora do adeus?
Quando partir, o que dizer a Deus?
Diga o que há para ser dito
Antes que seja tarde. Antes que chegue a tarde.

Que notas tocará tua sinfonia?
Que versos ilustrarão teu mármore?
Que palavras sussurrarão sobre teu cedro
Que desconhecidos seguirão teu féretro?

Que palavras esconde em teu peito?
Quantos beijos trancafia em teu peito?
Quantas batidas ecoam em vão em teu peito?
Quantas vezes ainda arfará teu peito?

O que dizer na hora do adeus?
Quando partir, o que dizer a Deus?
O que é escondido e se revelará?
O que sempre dizes, e negará?

O que arrependerá por não ter dito?
O que não fizeste, e deu por perdido?
Em quantos planos contaste com a sorte?
Quantos amanhãs sepultaste com a morte?

O que dizer na hora do adeus?
Quando partir, o que dizer a Deus?
O que dizer na hora do adeus?
Quando partir, o que dizer a Deus?

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