Brogue do Cassano
 

13 dezembro, 2008  

Verdade perdida no meio de tanta notícia

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12 dezembro, 2008  

Quantos ônibus seus seguidores no Twitter lotariam?

É sempre complicado saber se você é um sucesso no Twitter ou não. Afinal, o que são 100, 200, 10 mil seguidores? Com o que comparar para saber se você é popular mesmo ou não?

Para facilitar, o Cassano Institute of Bizarre Technologies (CIBT) desenvolveu essa simples calculadora que o ajuda a tangibilizar em situações do dia-a-dia seu séquito de seguidores. É a versão Twitter da famosa tática de explicar o tamanho das coisas em "campos de futebol" ou em "área do Espírito Santo".

Basta preencher o campo abaixo com seu número de seguidores e mandar bala!

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05 dezembro, 2008  

Coisas idiotas em que eu acreditava quando criança

Todos os helicópteros tinham uma lâmpada amarela na parte de baixo. E eles explodiriam se essa lâmpada encostasse em qualquer coisa.
(então por que diabos eles tinham essa lâmpada!?)

O ar passaria por qualquer mínimo buraco. Eu nunca morreria sufocado se tivesse uma agulha para fazer buracos em paredes, caixas, sacos ou qualquer coisa na qual estivesse dentro.
(ainda bem que nunca tentei provar a teoria)

Se eu desse voltas em torno do Sol, na direção contrária à rotação, e muito, muito rápido, eu voltaria no tempo.
(Muito Jornada nas Estrelas)

Se eu conseguisse um barril, um cano e uma bicicleta, eu conseguiria fazer um submarino para brincar na piscina de uma tia.

(Mais uma vez fui salvo por minha falta de iniciativa e pela dificuldade de se conseguir barris de madeira aos 10 anos de idade)

Cobrir o rosto com o lençol o protege de toda e qualquer ameaça.
(Imagina os policiais do Bope enrolados no lençol?)

Se todos os habitantes, carros, tratores e caminhões do planeta andassem ao mesmo tempo na mesma direção, poderíamos alterar a rotação do planeta.
(Hmm... errr... até provas em contrário eu ainda acredito nisso)

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16 novembro, 2008  

Aceita cartão? Posso passar no caixa?

Sabe aquela interface mega-hiper falada de Minority Report? Então, é ela de novo. Só que desta vez é de verdade.


g-speak overview 1828121108 from john underkoffler on Vimeo.

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29 outubro, 2008  

Todos podem ser um Crisdias?

Durante sua apresentação na edição 2008 do Intercon, Cristiano Dias nos apresentou uma fascinante visão de um mundo onde o verdadeiro capital não é financeiro, mas social. O que o Crisdias fala tem peso. Tem peso porque ele tem capital social, o que só reforça sua tese.

Crisdias - Foto de Renato Targa - http://www.flickr.com/photos/rtarga/Capital social é “tudo aquilo que o dinheiro não compra” numa relação entre duas ou mais pessoas. Afeto, credibilidade, reputação, pertencimento... tudo isso tem valor, tudo isso transita pra lá e pra cá quando você faz um discurso, quando entra numa comunidade ou manda o link para aquele vídeo da Paris Hilton. E, em termos de capital social, o Crisdias é podre de rico.

Mas a pergunta que me fiz, vendo a bela palestra, foi: será que todo mundo pode ser um Crisdias?

No que depender das leis matemáticas por trás da internet, da sociedade, do mercado financeiro e até do metabolismo celular, não.
Mesmo que, subitamente, todos nós nos tornemos simpáticos, sagazes, inteligentes, sortudos, com boa reputação, totalmente “do bem” e bem relacionados (que é a “carteira de ações” que faz do Crisdias um Carlos Slim do capital social), isso não significa que todos nós nos tornaremos um Crisdias.

A explicação, na verdade, é bastante simples e assustadora: a natureza e nossa sociedade abominam a igualdade. Recorro ao pesquisador Albert-Lászlo Barabási para me socorrer. Em seu livro Linked, de 2003, ele nos revela avanços em nosso entendimento sobre redes complexas. A internet, a economia, as redes sociais (offline ou online), as rotas aéreas, os ecossistemas e o metabolismo celular são redes complexas. E são redes de um tipo particular, as redes livres de escala: em todas, absolutamente todas, um pequeno número de nós (elementos) possui um número absurdo de elos, Links, relações com um número assombroso de outros nós/elementos. E uma grande maioria possui apenas um punhado de elos, links e relações.

O gráfico que desenha isso é um gráfico de lei de potência. Aquele mesmo que ilustra a cauda longa (Long tail). Soa familiar? É o velho e batido teorema de Pareto. Os 20% de Crisdias acumulam tanto capital social quanto os 80% de Cassanos, Zés da Silva e Joe Does que completam a blogosfera.

Imagine um exemplo bem prático: seu bairro tem três açougues. Um deles tem ótima reputação, a carne é ótima e o açougueiro é gente boa. Os outros dois são uma porcaria e a carne é de procedência duvidosa. Ora, você aceita até pagar mais caro pelo açougue do gente-boa. Agora, se os três açougues são ótimos, com reputação, carnes incríveis e açougueiros seus amigos, você pode comprar em qualquer um. E vai, provavelmente, optar pelo mais barato, ou pelo mais perto de sua casa. Isto é: quando todo mundo tem muito capital social, a sociedade como um todo é rica, mas individualmente todos são pé-rapados de wuffies, a moeda virtual citada pelo Cris em sua palestra. Capital social é elemento de diferenciação.

Mas será que tudo o que pesa no capital social é regido pela mecânica das redes? Quase tudo. As mesmas teorias que explicam as redes livres de escala mostram que elas são assim porque os links que têm mais, tendem a ganhar mais. Cada vez que o Cris é chamado para um evento, ele ganha capital social (“ih, olha lá aquele blogueiro que deu certo...”). Na hora de fazer um evento e escolher os blogueiros a chamar, matematicamente, o Cris tem mais chances de ser chamado do que a gente, porque a tendência é a pessoa chamar aquela que já recebeu mais convites. Quanto mais conhecidos ele tem, maior a chance de ele ser apresentado a mais pessoas. Quanto mais trabalhos/negócios legais ele fizer, maior a chance de fazer outros trabalhos/negócios bacanas.

É por isso que os ricos tendem a ficar mais ricos. Os famosos, mais famosos. Os “pegadores”, pegando mais gente.

Então é o fim? Devo parar de blogar? Fugir da internet? Claro que não. Primeiro, porque estatisticamente é difícil, mas longe de impossível, ser um Crisdias. O tal 80/20 de Pareto é mais um exemplo do que uma fórmula matemática precisa, mas vamos lá: nesse raciocínio você teria, mais ou menos, 20% de chance de virar um Crisdias. Nada desprezível. Só não há a menor possibilidade de você, todos os seus amigos e os amigos de seus amigos virarem Crisdias. Só com clonagem.

Segundo, porque o Cris estava certo. Existem mil formas de capital, todas até mais importantes que a mera monetização dos blogs. E terceiro, porque não é preciso ser um Crisdias para ser um blogueiro/ blipeiro/ twitteiro/ qualquercoisazeiro realizado profissionalmente. O que explica isso é outra característica das redes sociais: se você pegar um pedacinho de uma rede livre de escala e “olhar no microscópio”, ela apresentará a mesma estrutura da mãe. Isto é, não importa a escala (se você está olhando 10%, 50% ou 100% dela), ela terá o mesmo desenho: alguns poucos hubs mega-conectados e uma maioria pendurada na rede por alguns fios.

O que isso quer dizer? Muita coisa. A internet não é uma mídia de massa. Não é comunicação de massa, mas o império da massa de comunicadores. Não existe uma Meca na internet para onde todo mundo olhe ao mesmo tempo. Mesmo o Crisdias é um ilustre desconhecido pra muita gente. Isso acontece porque o mundo – não faz mais sentido separar mundos online e offiline, é tudo a mesma coisa – é assim. Um conjunto de zilhões de pequenos, complexos e incríveis mundos.

O movimento dos busólogos (apaixonados pelo estudo dos ônibus urbanos) certamente tem seus Crisdias. Os médicos também. Os analistas de capital de risco, os umbandistas, os fãs de Maria Rita, os punks, os funkeiros, os palmeirenses e os abraçadores de árvores. Existe, até mesmo, o Crisdias dos bebedores de Santo Daime.

Afinal, para cada Carlos Slim tem sempre uns dez Eike Batistas. E, convenhamos, não é nada mau ser um Eike Batista.

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27 outubro, 2008  

Livros que ainda vou escrever: Gambiarra

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23 outubro, 2008  

Ode à gambiarra

Oh doce gambiarra,
tu que ao mundo amarra
emenda este pobre homem
que por tua ingeniosidade se domina.

Mãe de todos os improvisos
bombril de nossas antenas
faz de fio, corda
de uma tomada, três
um mundo com uma caixa apenas.

e se no final falta a rima
criativa, inventa uma palavra:
                      astrublecomiarra
e fecha rimando com gambiarra.

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Novos significados para "gambiarra"

A gambiarra é a melhor amiga do homem. É ela que permite a inovação e a perpetuidade da espécie. Sem ela não haveria o McGyver, por exemplo. Além de nos permitir fazer mil coisas, a gambiarra também pode assumir mil significados.

Gambiarra pode ser...

Um animal
"Uma gambiarra de três metros e 600 Kg encalhou na costa Sul de Santa Catarina..."

Um prato
"Hmmm... Vou pedir essa gambiarra à bolonhesa, com rúcula e tomate seco. Mas dá pra trocar o manjericão por orégano grego?"

Um jogador italiano
"Canavarro avança, toca para Gambiarra, tabela com Cassano e é gol. Gooool!!!"

Um remédio
"Pra curar essa micose você vai tomar uma gambiarra 500mg de 8 em 8h."

Um lugar
"Quando visitei Gambiarra ano passado choveu o tempo todo, mas os restaurantes eram ótimos"

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18 outubro, 2008  

10 coisas para fazer se o Twitter acabar

1 - Compre um caminhão. Passe a escrever tudo o que você twittaria no pára-choque.
2 - Passe a falar seus tweets para estranhos. Por exemplo, vire-se para a senhora a seu lado no ônibus e diga: “Odeio festa em que servem Kovac. Pronto, falei”.
3 – Escreva seus tweets em post-its e prenda na geladeira. De tempos em tempos, fotografe sua geladeira e mande a foto para o Flickr.
4 – Descubra outras funções para seu celular. Como joguinhos ou telefonar, por exemplo.
5 – Dê mais atenção para seu abandonado agregador de RSS.
6 – Leia jornais. De preferência impressos, para evitar a eventual tentação de twittar alguma matéria específica.
7 – Compre uma lata de spray. Imortalize seus tweets em muros e paredes. Recomenda-se aprender Le Parkour e contratar um bom advogado.
8 – Volte a blogar.
9 – Sempre que vier uma vontade de twittar, o braço começar a tremer e você procurar o celular/PDA/smartphone/EeePC/laptop, pense “Só por hoje não twittarei. Só por hoje”
10 – Monte uma Herbalife para ex-twitteiros em abstinência. “Deixe de twittar agora. Pergunte-me como”.

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14 outubro, 2008  

Sou+Web debate Redes Sociais no Rio

Recebi este aviso para mais um evento dedicado às Redes Sociais e compartilho com a turma. Até porque o sempre gente boa Nepô vai participar.

Neste sábado, dia 18, acontecerá o segundo debate do Sou+Web (série de eventos mensais sobre Marketing e Comunicação na Internet, promovidos pelo curso de Pós-Graduação em Gestão Estratégica de Marketing Digital, da Facha).
O bate-papo irá de 10h ao meio-dia, no auditório da Facha (Rua Muniz Barreto, 51, Botafogo, Rio de Janeiro). Ofereceremos sucos, café e biscoitinhos doces e salgados para quem quiser nos acompanhar num café-da-manhã e trocar idéia antes do debate (basta chegar um pouquinho antes das 10h).

O tema será:
Redes Sociais como ferramenta de marketing
Comunidades, Orkut, Facebook, Twitter, Digg, Delicious, Blogs... como estão usando estas ferramentas para comunicação e marketing online?

Estou feliz por ter conseguido juntar três profissionais mega-feras que são muito admirados e respeitados no cenário de internet no Brasil:

Carlos Nepomuceno
Jornalista formado pela PUC-RJ, mestre em Ciência da Informação pela UFRJ, doutorando pela UFF e especialista em informação no ciberespaço, pela Internet Society no Havaí. Consultor de tecnologia para o Sebrae, IBAM e Petrobrás. Professor do MBA do Crie/Coppe/UFRJ e autor do livro "Conhecimento em Rede". Idealizador do Instituto de Inteligência Coletiva, e do primeiro software livre brasileiro para criação de redes sociais.

Cristina Dissat
Jornalista formada pela UFF, trabalhou com jornalismo de moda nas revistas Desfile, Amiga, Manchete, Fatos e Fotos e Criativa. Desde 1989 atuando em jornalismo científico, passou a se especializar em conteúdo web a partir de 1995. Referência nacional em conteúdo digital na área de saúde e Membro da Academia Ibest de Imprensa por duas vezes e, em 2008, foi da Academia Ibest. Em 2004 criou o blog Fim de Jogo, que acompanha o que acontece nos arredores do Maracanã em dias de jogos e grandes eventos. É a única blogueira credenciada pela Suderj, que acompanha regularmente as coletivas convocadas pela Secretaria.

Raphael Perret
Formando em jornalismo pela UERJ e mestre em Informática pelo NCE/UFRJ, na linha de pesquisa de trabalho colaborativo. Professor do curso de pós-graduação de Gestão em Marketing Digital na Facha. Pesquisa a área de Comunicação Digital, com foco em jornalismo online, blogs e redes sociais. Mantém o blog Butuca Ligada. Tem artigos e reportagens publicadas em veículos como Jornal do Brasil, Jornalistas da Web, Comunique-se e Webinsider. Trabalhou na Prefeitura do Rio de Janeiro. Atualmente, atua na área de Comunicação Social do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).


Cada um dos convidados irá apresentar suas idéias em 20 minutos. Em seguida, abriremos para perguntas e interação com o público.

O evento é gratuito, basta enviar pedido de inscrição por email (para nino.carvalho@gmail.com) até a sexta-feira, dia 17 (nós enviaremos um reminder):

Seu Nome
Seu Email
Onde trabalha
Qual cargo
Como soube do evento

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03 outubro, 2008  

Apresentação do Frogcampus exibida no Blogcamp-RJ

Atendendo a pedidos, a apresentação do Frogcampus, circuito de palestras que fazemos em universidades, e que acabou sendo exibida, meio que no improviso, no Blogcamp-RJ.

Frogcampus
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29 setembro, 2008  

Direito de resposta ao trema

Recebemos esta mensagem do trema e julgamos por bem, em nome da Ordem Democrática, publicá-la, na íntegra, neste Brogue:

“Prezados,

Não venho aqui encher lingüiça nem esbanjar uma eloqüência inconseqüente. Estou tranqüilo quanto ao papel que venho desempenhando na sociedade, da qual tenho sido vítima com freqüência de ataques.

Não sou menino. Vivi e vi muito. Desde 43 que perambulo por estradas e ditongos da vida. Que o diga o U, este grande amigo a quem não me canso de garantir que tenha voz neste mundo de crescente exclusão.

Também o diga o Müller, outro grande defensor de minha carreira, bem como todo o nobre povo alemão, este sim um apreciador do chucrute, da música clássica e do legítimo trema germânico.

Ao ver decretada assim minha expatriação, penso nesse povo sem memória e sem afeto. Desterraram seu último e apaixonado imperador e agora me trocam por kas, dáblius e ipsilones representantes do imperialismo saxão. Sempre suspeitei que minha morte ou exílio estavam sendo há décadas tramadas por alguém.

Não sabia se pelos comunistas, pelos socialistas, pelos capitalistas ou pelos fãs de Marylin Manson. Agora eu sei. Foram os dáblius, esses vês pervertidos que sempre andam de mãos dadas, em plena luz do dia. Caracteres pederastas, esses dáblius. Pederastas e traidores. Quem me lê sabe se tem a mão ensangüentada.

Me espanta a hipocrisia destes mesmos abraçadores de árvores e defensores da ecologia e do seqüestro de carbono tirarem dessa forma o acento e o acalento dos pingüins. Agora eles têm de agüentar. Por um, por dez ou por cinqüenta anos. Até o fim de tudo. Verão, na pele, a falta que um trema faz, delinqüentes ortográficos, seres de índole eqüina.

Vou-me. Partirei de volta para o velho mundo, onde ainda há espaço para tremas, lamparinas e fados tristes. Saio desta vida para a ubiqüidade.”

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